Esta investigação procura vocabulário à volta das varas, um olhar para a diversidade: os mesmos movimentos básicos desenrolam-se através do contacto, do ressalto, do arrasto, de um golpe mais seco ou de um gesto mais suave, e cada variação deixa uma textura diferente no diabolô e no corpo.
O vídeo condensa estas ideias numa peça curta, montada a partir de ensaios onde se vê como estes acentos alteram o ritmo, a trajetória e a forma como o diabolô ocupa o espaço, enquanto o corpo se ajusta. A pesquisa testa até onde podes esticar uma manobra elementar quando a atenção se centra sobretudo nas varas e o truque final fica em segundo plano, e como muda a perceção do que se considera básico quando trabalhas a partir destes nuances.
A peça funciona como um mapa provisório de um vocabulário em construção e aponta para levar estas variações a estruturas mais longas, a outros materiais ou a situações partilhadas com mais do que um diabolô.

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