Tenho estado profundamente envolvido com música ambiente há algum tempo, especialmente com os sistemas generativos que alguns artistas sonoros utilizam para deixar as coisas desenrolarem-se lentamente, sem repetição. Em determinado momento comecei a perguntar-me se esse mesmo método poderia ser aplicado ao malabarismo. Não no sentido de copiar a lógica do som, mas sim de permitir que o movimento evoluísse através de inputs em camadas e transições suaves. Foi assim que acabei a trabalhar em algo que agora chamo Ambient Juggling, e num segundo ramo com um carácter mais reativo: o Generative Juggling.
Inspiração
Porquê?
Há já algum tempo que me interesso profundamente pela música ambiente e pelos sistemas generativos que muitos artistas sonoros usam para explorar novas texturas e horizontes. Depois de pesquisar bastante sobre música generativa, decidi aplicar o mesmo ao malabarismo, explorando duas abordagens que atualmente designo por Ambient Juggling e Generative Juggling.
O NÚCLEO DO PROJETO
Fundamentos
System Polylog é um projeto que tem como centro de investigação a arte generativa nas artes vivas. Reflete sobre como os sistemas que nos rodeiam alteram as relações humanas e como os algoritmos podem gerar novas conexões entre sistemas e pessoas.
Trata‑se de uma intervenção que combina circo, música, vídeo, luz, código e animação, com o objetivo de construir um sistema que reage e interage, onde cada elemento dialoga com os restantes. Esta intervenção realiza‑se em formatos analógico e digital.
Vídeo de 5 min
Testes na Central
Duas formas de malabarismo num sistema
Ambient Juggling é um malabarismo despretensioso, um ato cujo motor é a dissolução constante; existe sem necessidade de se destacar em relação ao ambiente.
Generative Juggling vai mais além, procurando entender o ambiente como um sistema que fornece inputs e recebe estímulos, e com base nesses parâmetros evolui para lugares não planeados, mas ainda assim limitados.
Entre o System Polylog e o Polychromatic Void
Construído através da relação
O System Polylog estabelece o enquadramento. Sustém as perguntas, a lógica e os processos que orientam o trabalho. O Polychromatic Void é um dos espaços onde essas ideias ganham prática. Centra-se no malabarismo generativo e constrói sistemas ao vivo onde objetos, código, som e luz influenciam-se mutuamente de forma contínua. A relação não é fixa, é ativa. Cada execução é diferente. O que os une é a estrutura proposta pelo System Polylog e a forma como o Polychromatic Void continua a impulsioná‑la em movimento.