Um slap, golpe em portugês, é fazer girar um pau com um golpe seco quando já está no ar depois de o ter lançado. São truques curtos e dinâmicos que costumam funcionar como um acento dentro de um movimento mais complexo.
Há três momentos claros. Primeiro, o lançamento. Segundo, a leitura do voo para situar o ponto de contacto. Terceiro, o golpe que muda a direção e envia o pau de volta para a mão. Quando sai bem, nota-se.
Slap 1
Meio meio
Slap 2
De flat a invertido
Como pratico e onde uso os slaps
Começo com lançamentos baixos, olhar no ponto de contacto e atenção em todo o percurso do movimento, sobretudo no momento do contacto. Faço séries de 10 repetições para fixar o movimento. Trabalho com ambas as mãos; se a mão não dominante não sai tão bem, dedico-lhe mais tempo.
Quando me sai bem a maioria das vezes, integro o slap (batzac) em truques que já tenho sólidos e que têm doses livres: ritmos como 423, (4x,2)* ou até 522.
O slap funciona como um acento curto. Muitas vezes entra fora do tempo, como na música: acentua um tempo fraco depois de um silêncio no tempo forte, deslocando a atenção sem quebrar a pulsação.
Princípios de trabalho
- Timing do golpe. Entra quando o pau já está em voo e o caminho é claramente visível; podes fazê-lo no início, a meio do percurso ou perto da receção.
- Intensidade e direção. Golpe curto e direcionado: suficiente para mudar a trajetória ou acelerar o regresso, sem tirar o pau da linha.
- Mão e pulso. Mão relaxada e pulso solto: toca e retira-te logo para que o pau volte limpo para a mão.

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