Sessão de prática num espaço resguardado onde movimento e som se encontram sem pressa. Ventos que vêm do norte, frios e gélidos, antecipam uma calma tensa. O teu corpo procura o plano estável, o diábolo responde com linhas nuas. A sonoridade acompanha à distância: conténs o pulso com a pele fria.
Órbitas planas e lançamentos sem rotação. Alturas curtas e regressos horizontais, breves quebras do fluxo para respirar e reajustar. Quando o eixo cede, corriges com tato; fricção justa, mão suave. Mantém-se legível o plano? E a linha, limpa?
Desenho ao vento
Visualizas esboços no ar
que descartas,
Ideias…
Ideias que
organizas e,
apagam-se antes de existir.
mas um rebento do nada
procura o seu lugar.
Começas de novo,
por dentro:
ordem
fura,
desordem
ruína,
dissolver
rotina.

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